Emilio Dantas estrela a série do Globoplay ” Todas as Mulheres do Mundo “, baseada da obra de Domingos Oliveira, lançada há mais de 50 anos. A trama sobre um conquistador que se envolve com várias mulheres recebeu críticas dos espectatdores na inetrnet, que apontaram o machismo presente na série. Em entrevista à revista Tpm, o ator principal reconhece a presença de certos preconceitos na produção.
Reprodução/TV Globo Emilio Dantas reflete sobre o machismo
Na série, Paulo, o protagonista interpretado por Emilio Dantas , trai a namorada Maria Alice e depois do término passa a se relacionar com várias mulheres diferentes. O ator concorda com as críticas de que a série mostra comportamentos machistas do personagem, que nunca se redime . Na verdade, o artista conta que sempre defendeu manter essas atitudes machistas no roteiro. “A gente não tinha muito espaço para aprofundar. Com isso, a série continua no Twitter, nas rodas de discussão, no imaginário das pessoas, enfim, nas transformações de cada um”, ele fala.
“A preocupação foi justamente a adaptação de valores, de conceitos, de comportamentos. Dentro desse novo perfil de masculinidade que temos que encarar, achei que seria mais honesto mostrar os erros da época que ainda são pertinentes para serem discutidos. A equipe composta em sua maioria por mulheres ajudou muito”, continua o ator. Ele acredita que a predominancia de mulheres na equipe fica evidente na história , pois as personagens femininas estão sempre à frente dos homens e cabe a eles mudar e evoluir.
Emilio também concorda com as críticas de que a série tem mais um enredo de homens falando sobre mulheres. Porém, para ele, não basta inverter o personagem principal em uma segunda temporada, escolhendo uma personagem feminina como protagonista. “Acho que é mais importante rever os conceitos masculinos do que simplesmente inverter os papéis”, argumenta o ator. Para o artista, o ponto mais legal da série não é responder às perguntas, mas sim levantar mais perguntas na cabeça do público sobre questões contemporâneas.
Quando perguntado se trabalhar com um personagem que reproduz comportamentos machistas o fez mudar esse tipo de atitude na vida pessoal, ele fala que não é capaz de ver uma mudança concreta e admite que cresceu em um ambiente machista . “E u tive uma educação machista, sou da década de 80. Era o ciúme, a possessividade, a banheira do Gugu , sabe? Tinha um cardápio de mulheres na banca de jornal todo mês, é um universo muito louco para se desconstruir, porque tudo aquilo fez parte de você”, Emilio analisa.
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