A música brasileira amanheceu mais silenciosa neste domingo (20). Faleceu, aos 50 anos, a cantora Preta Gil, após uma longa e corajosa luta contra o câncer no intestino. A artista estava nos Estados Unidos realizando um tratamento experimental, após o esgotamento de todas as possibilidades no Brasil.
Diagnosticada em 2023 com um câncer no reto, Preta enfrentou a doença de forma pública e transparente. Após sessões de quimioterapia e uma cirurgia inicial, chegou a comemorar uma breve melhora. No entanto, novos focos surgiram no peritônio e sistema linfático no segundo semestre de 2024. Em dezembro, ela passou por uma cirurgia de 21 horas e passou a utilizar uma bolsa de colostomia definitiva.
Mesmo diante das dores, nunca deixou de mostrar otimismo. “Eu estou me acostumando com a minha bolsinha de colostomia. Sim, eu tive que colocar uma bolsa dessa vez definitiva”, declarou à época.
Morre aos 50 anos a cantora Preta Gil; assista #CNNPrimeTime pic.twitter.com/TqCTwth7Pu
— CNN Brasil (@CNNBrasil) July 20, 2025
Nos últimos dias, Preta vinha compartilhando sua rotina nos EUA nas redes sociais. Porém, seu estado piorou na última quarta-feira (16), enquanto fazia quimioterapia. A notícia da morte foi confirmada por sua assessoria neste domingo.
Francisco, seu filho, e amigos próximos como Carolina Dieckmann já estavam nos Estados Unidos acompanhando a cantora. Gilberto Gil, pai de Preta, teria sofrido um pico de pressão ao receber a notícia do falecimento.
Filha de Gilberto Gil, Preta estreou na música em 2003 com o álbum Prêt-à-Porter, mas seu impacto foi além da voz. Fundadora do Bloco da Preta, uma das atrações mais populares do carnaval carioca, ela se tornou símbolo de alegria, empoderamento e representatividade.
A artista também foi referência na luta contra o preconceito, defendendo causas sociais e incentivando a autoaceitação. Nas redes, artistas e fãs inundaram os perfis da cantora com homenagens e mensagens de amor, tristeza e respeito por tudo que ela representou.